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Ele não fala, mas sente: a dificuldade masculina com a vulnerabilidade

Foto do escritor: Psicóloga Mariana Bozeda
Psicóloga Mariana Bozeda
15 de set.
1 min de leitura

Atualizado: 22 de set.

Homem pensando.

A socialização masculina geralmente envolve punição da vulnerabilidade e reforçamento da dureza.


A Análise do Comportamento, uma das abordagens dentro da psicologia, explica isso pela forma como esses homens aprendem a lidar com o que sentem: evitam conversar, evitam sentir, evitam se expor.


No livro A vontade de mudar: homens, masculinidades e amor, a autora Bell Hooks descreve esse processo como um treinamento emocional que ensina meninos a "matar partes sensíveis de si mesmos" para se encaixar no ideal de masculinidade.


Na prática, expressar emoção passa a gerar desconforto ou rejeição, enquanto se mostrar durão é valorizado socialmente. E é justamente esse padrão que sustenta a dificuldade de se abrir emocionalmente.


Nos relacionamentos, isso se manifesta como distância, silêncio, pouca disponibilidade afetiva e dificuldade de autocontrole durante conflitos, não por "falta de interesse", mas por tudo aquilo que esses homens aprenderam, ao longo da vida, sobre como lidar com as próprias emoções.


A boa notícia, tanto na obra de Hooks quanto na Análise do Comportamento, é que isso pode mudar. Aprender a reconhecer e nomear o que se sente é o primeiro passo. Com isso, mais treino de comunicação e um vínculo onde seja seguro se abrir, homens podem aprender a acessar vulnerabilidade, nomear emoções e se conectar de forma mais saudável.

Relacionar-se de forma saudável não é "instinto"; é aprendizagem, cuidado e, como diria Bell Hooks, um compromisso ativo com o amor como prática.


Quer aprender a mudar, entre em contato comigo.



 
 
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