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Amores Materialistas: e o amor como mercadoria

Foto do escritor: Psicóloga Mariana Bozeda
Psicóloga Mariana Bozeda
14 de set.
1 min de leitura

Atualizado: 22 de set.

John, Lucy e Harry.
John, Lucy e Harry.

Sem spoilers.


Só uma reflexão mesmo, e adorei o filme.


No filme Amores Materialistas, as pessoas tentam encontrar o amor, mas sem abrir mão do padrão de vida, do status e da estética.



Parece superficial? Talvez. Mas a socióloga Eva Illouz nos ajuda a entender o que está por trás disso: para ela, amar deixou de ser apenas uma experiência íntima e passou a ser também uma prática atravessada por lógica de escolha, cálculo e avaliação. Os sentimentos, hoje, nunca estão totalmente separados da circulação de dinheiro.


Na cultura atual, o amor não escapa da lógica do mercado. Procuramos alguém que agregue valor, que "valha o investimento", que nos represente socialmente. O que antes era afeto virou desempenho. O outro vira espelho, currículo, símbolo. E o amor? Fica condicionado à compatibilidade de marca pessoal.


No fundo, o filme Amores Materialistas não fala só sobre luxo. Fala sobre um jeito moderno, e por vezes solitário, de amar, onde a conexão é real, mas frequentemente atravessada pela busca por estabilidade, pertencimento e reconhecimento social.


Já sentiu que seus relacionamentos foram atravessados por essa lógica?



 
 
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